conto | PERFUME MASCULINO

Por que existem os perfumes masculinos?, eu me pergunto. Para perturbar nossas mentes sãs, sem dúvida alguma!

Aquele cheiro do Daniel está retido até hoje em meus lençóis e já se misturou com o aroma que Matheus deixou em meus travesseiros.

Enquanto isso, o suave perfume de Leonardo insiste em bater o pé e não largar as almofadas do meu sofá. Ali também se destaca o doce cheiro de Ruan, flutuando todos dias livremente pela minha sala de estar.

Na cozinha, entre azeites aromáticos e temperos exóticos, se sobressai o penetrante aroma de Gabriel, um gourmet de primeira.

Mas quando ponho o pé pra fora de casa, na rua em meio a tantos odores diferentes, não são os impregnados em minha casa que me seguem. Não são os cheiros deixados por meus antigos amantes que vêm me perturbar, mas sim o cheiro dele que em qualquer lugar resolve me seguir. Não importa quão cítrica ou amadeirada seja a fragrância com a qual a dele tenha que lutar, será sempre o seu perfume que permanecerá impregnado em mim aonde quer que eu vá. E eu fico aqui pensando, em que cômodo de meu lar o cheiro dele vai se instalar?

Perfume Cheiro GIF by luansantana

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texto | MY BEST MISTAKE

Well, here I am… I tried, I have to tell you, I really tried not to think of you, not to talk about you, not even to remember that one day you made me forget the entire world around me – and some days you still do –, but I failed, I failed every single time.

It’s crazy how easily you can get in my head without even try. Sometimes I get myself distracted, and then I see you here again, walking around my thoughts, messing with my mind, playing with my memories and bringing all of them back.

I know – only now, I confess – that you’re not the one that I’ve been dreaming about all of these years. You’re not the perfect guy that would show up on my life to save me and take me with you to a castle with a high tower. You know why you are not this guy? Because this is bullshit! And he doesn’t exist anyway.

So, you’re not perfect, not even close, and you know that. But you have this naughty way of yours that make me crazy. Your sexy smile, your magnetic eyes, your lovely hands and the sweet taste of your mouth… all of these little, and apparently simple things, are the ones that I most remember. The ones that I keep playing on repeat in my mind. I just can’t help it, because it’s stronger than me. You were stronger than me too. Sometimes I think it’s easier for you to forget about me than I forget you.

Your hot musical taste still shuffles with my soft playlists. And speaking of the devil… how hot you are, huh? Well… it’s best for my sanity not to think about this right now… Let’s keep going.

After all this time that I just couldn’t get you out of my head, I realized that you are a part of me that won’t ever go away. And I’m ok with that. I really am.

It’s true that you bring to light all of my dark side, my sins, and my bad thoughts. But, actually, that’s all we need sometimes. So thank you for letting this side of me appear. This nasty one. I like it. And I know you like it too. At least you used to like…

As I said in the beginning, I tried not to talk about you but turns out that you are the only thing I can talk about with property.

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texto | MONOTONIA HABITUAL

Tem dias que tudo cansa.

O simples desenrolar de um fone de ouvido se torna a tarefa mais complicada do mundo. Só a ideia de ter que lutar contra todos aqueles nós, já dá vontade de hibernar por seis meses, no mínimo.

O ligar do notebook se transforma em uma espera interminável. Uma grávida daria a luz mais rápido do que o funcionamento do processador da máquina.

Ir até a cozinha preparar um lanche é impossível, mais fácil dizer para o estômago que a fome é psicológica.

E pensar, então? Essa é uma função automaticamente desativada nesses dias. Afinal, a impaciência toma conta do recinto, e essas duas não se dão muito bem.

O jeito é deitar, olhar para o teto e deixar o tic-tac do relógio tocar. Uma hora o tempo passa e esse dia interminável acaba, ironicamente, chegando ao fim.

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play | TRILHA SONORA BRIGHT

O longa Bright, pra quem não conhece, é um filme de ação policial, com toques de fantasia, onde um humano (Will Smith) e um orc (Joel Edgerton) atuam como parceiros na polícia de Los Angeles. Apesar de trabalharem juntos como uma dupla, a relação dos dois não é lá muito amigável, uma vez que existem na sociedade movimentos fortes de racismo contra os orcs, que são marginalizados pelos humanos e pelos elfos. Em meio a este cenário, além de terem que aprender a conviver um com o outro, ambos acabam se vendo metidos em algo maior do que seus conflitos internos, quando capturam uma elfa fugitiva e descobrem com ela um artefato mágico capaz de mudar o mundo como o conhecem: uma varinha.

Enfim, o filme é beeem legal! Para quem tiver o interesse vale a pena dar uma conferida. Mas o que eu queria falar hoje é sobre a trilha sonora do filme, que é INCRÍVEL! Se a história já era boa, ficou ainda melhor com as músicas que acompanham cada momento do enredo.

Abaixo vocês podem conferir as melhores músicas selecionadas da trilha sonora do filme. E se quiserem saber as demais músicas que rolaram no longa, aconselho a darem uma passadinha neste site.

texto | A ARTE DE SER FELIZ

Ser feliz é uma arte. Mas arte em que sentido? Arte como em “Picasso é arte.” ou em “A criança fez arte.”? Sinceramente, acredito que serve para ambas as situações.

A felicidade é esse sentimento bom, que colore a vida, e alegra os dias. Ela multiplica sorrisos, distribui abraços, tece elogios e esbanja simpatia. De certo modo é como os quadros de Romero Britto, cheios de vida. Então é arte artística, como em “obras de arte”.

Mas a felicidade também é arte como em “Não vá fazer arte, rapaz!”. Esta arte proibida pelos adultos às crianças. Parece, por vezes, que algumas pessoas acham a felicidade um desrespeito. Qualquer gargalhada mais alta ou demonstração intensa de euforia, já é tratada com desdém, com olhares de reprovação. Estes seres rabugentos compõem uma sociedade arbitrária, que coloca regras em tudo e julga todo e qualquer ato de felicidade. Mas o que eles não entendem é que esta arte que nós crianças – tanto as de idade quanto as de alma – cometemos, nada mais é do que o nosso jeito de expressar amor à vida. Esta pequena travessura de sermos felizes é o que nos move e inspira nossos sonhos.

Então sim, ser feliz é uma arte, tanto pra se expor na parede do mundo para decorar a vida, quanto uma traquinagem de criança, aquele jeitinho de quebrar as regras sem causar danos irrefutáveis.

O mundo está precisando de mais artistas e de mais arteiros.

ser feliz é uma arte