(CONTO) À luz da Lua

O véu do tempo cobre o céu com um azul-marinho elegante. Enquanto pequenos pontos de luz se misturam uns aos outros na imensidão negra da noite. E espessas nuvens brancas bailam como delicadas bailarinas pela suave planície do céu.
Um vento minuano viaja flutuando através do ar, levando as nuvens pra longe. Passa pelos cabelos de doces jovens sentadas na praça, e se entrelaça no meio de seus fios, depois com uma lufada ele parte. Então arrepia o braço descoberto de um homem qualquer que vaga por uma rua deserta e sem saída. Dá piruetas e novamente vai procurar o que fazer, que no momento é balançar as folhas das árvores, esvoaçar cortinas que saem de janelas ainda abertas, brincar com os grãos de areia e movimentar as ondas do mar, as fazendo ir de encontro com a costa da praia.
Um pássaro, saído de seu ninho, tenta voar para perto das estrelas, mas sente saudade de casa, e volta em seu dançante voo para o reconfortante aconchego de sua família. Cachorros latem ao verem folhas voando em frente aos seus pátios, e gatos miam pra lua iluminada no céu, que roubando o brilho do Sol, tenta ser a estrela da noite.
E se observarmos com clareza, olharmos com profundidade, perceberemos que por mais diferentes que as noites sejam, elas são sempre iguais. As estrelas podem não estar sempre nas mesmas posições, e as nuvens podem já não serem mais as mesmas. O vento pode estar soprando para outro lado, enquanto uma nova música vaga através do ar e mergulha em ouvintes desconhecidos. Porém sempre haverá alguém observando o céu, descobrindo estrelas cadentes e fazendo pedidos a elas. Sempre haverão pessoas dispostas a contar todos os pontos brilhantes que pendem dessa imensidão, mas que logo desistem desse desejo. Sempre haverá o vento refrescante da noite, as nuvens vagando e belas estrelas brilhando. Enquanto a Lua sempre continuará em seu esplendor, usufruindo do brilho do Sol, mas o mostrando como se fosse o seu próprio. Afinal, à noite todos os sonhos se tornam reais.

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Um pensamento sobre “(CONTO) À luz da Lua

  1. Eu passo algum tempo sem internet, e você vem cheia de novidades, ne? Mas sabe que eu não perco um post sequer seu heheAdorei a simplicidade no primeiro parágrafo. Linda forma de descrever a noite. E, como neste exato momento em que estou lendo, é noite de madrugada, a primeira coisa que farei ao sair daqui, é ir olhar o seu. Lendo o conto, senti essa vontade. Gosto muito das tuas palavras, em qualquer texto que seja. Está lindo esse conto.Ah, esqueci de comentar…a nova aparência do blog está linda. :*

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