(RESENHA) A Rainha da Fofoca

 
Lizzie Nichols não tem a mínima idéia do que vai fazer da vida e está detonando o dinheiro da formatura em uma viagem para visitar o namorado que conheceu há apenas três meses, mas isso não é nada. O problema é que Lizzie não consegue guardar nenhum segredo, o que a coloca em situações delicadas, como ficar presa em Londres sem um teto ou dinheiro. Felizmente uma amiga está por perto para ajudar, mas ela estraga tudo outra vez. Lizzie está no limite e precisará provar que pode usar sua boca grande para algo de bom.
 
 
 
 
 
 
Olha o Spoiler – tem bastante
 
Estou atrasada novamente com as resenhas. Então não vamos prolongar mais essa espera. Hoje vou falar do penúltimo livro que li, que foi – como já perceberamA Rainha da Fofoca.
Esse livro foi escrito pela minha fofa Meg, que já tanto me alegrou com sua literatura bem humorada. Porém com este livro comprovo o que eu já tinha percebido sutilmente em Tamanho 42 não é Gorda, que Meg tem um lado liberal em sua escrita. Isso se comprova com algumas cenas mais quentes em que ela narra relações íntimas entre seus personagens. Eu lia o livro em tudo que era lugar, só que quando eu estava em algum ônibus lendo, e vinham essas cenas menos recatadas, eu meio que fechava o livro para as pessoas não lerem e não pensarem: “Desta idade e já lendo essas coisas. Só pode ser o Kama Sutra!” Afinal a gente nunca sabe o que a mente poluída das pessoas está pensando. Enfim, tirando este fato pouco significativo no enredo da história, eu adorei o livro – alguma dúvida? É Meg gente.
A história se passa em torno de Lizzie Nichols, uma “boca grande” de primeira. Eu não a considero uma fofoqueira como o título denuncia. Não há grandes momentos na história em que a personagem fica espalhando algum assunto para alguém. O problema dela não é fofocar, mas sim não saber ficar de boca fechada. Ela acaba falando o que ouviu de um, o que escutou de outro e por vezes está completamente sem razão para falar nada. Acaba desconfiando sem ter um motivo realmente convincente, mas sim por ter achado que algo era de um jeito e era totalmente de outro. E assim ela termina por ferrar estragar a vida dela, ou o futuro que poderia ter. Mas claro que como todo – ou quase todo – livro romantiquinho, o final é feliz. Não se preocupem.
Tudo começa com a viagem maluca de Lizzie para a Europa, em busca de seu namorado praticamente virtual (Andrew). Namorado este que enviou uma foto da bunda dele para ela – é aí que nós nos perguntamos, porque alguém iria atrás de outro alguém que fica mostrando a bunda em fotos pela internet? Será que ele não sabe que o que fica lá não sai mais, tipo, pode se espalhar e jamais ter como voltar atrás? Acho que não sabe. – mas até aí tudo bem, vai saber se as nádegas dele não eram tão proporcionais a ponto de serem irresistíveis? Se fossem as do Brad Pitt eu iria atrás.
Mas então vem uma parte crítica da história, que me deixou com muita raiva da Lizzie por ser tão burra. Quando ela reencontra o tal carinha das… você sabe. Quando ela o encontra, tudo praticamente a mostra que ela deve sair correndo de perto dele e não olhar para trás. Ele é viciado em jogo, finge que é desempregado para ganhar dinheiro da previdência, fica pedindo dinheiro emprestado para Lizzie para pagar uma dívida de jogo (WTF?), não prestou atenção quando ela disse em um e-mail que detestava tomates, ele disse que só prestou atenção na palavra tomates e então achou que ela gostasse. Fingiu não conseguir ter ereção só pra ela fazer aquilo com ele, uma coisa em que ela teve que usar a boca, e desta vez não para falar de mais. O que depois fez ela se arrepender pelo resto da vida quando percebeu que era fingimento dele, só para se aproveitar dela. E o que me fez ficar com mais gana é que ela tentava dar uma desculpa mentalmente para tudo que ele fazia de errado. Isso me irritou plenamente, mas enfim ela percebeu a tonta que estava sendo e fugiu em um trem para França, ao encontro de sua amiga Shari que estava lá em um tipo de Hotel Fazenda – acho que era isso – chamado Mirac.
No trem ela conhece Luke, um cara perfeito, tirando o fato de ter namorada. Luke é filho dos donos do Mirac, o que faz com que Lizzie se arrependa completamente de ter contado para ele toda a sua história com Andrew (o cara da bunda), até mesmo a parte da chupada. O bom é que Luke foi super compreensível, o que a fez ficar apaixonada por ele. Muitas coisas acontecem, e muita fofoca é dita, até o momento em que tudo dá certo e o livro termina feliz para Liz e Luke – que tem uma pegação forte no final.
A bitch garota metida e – meio – malvada da história acaba, não digo se dando mal, mas também não se dá bem como desejava. Refiro-me a Dominique, namorada de Luke, que é completamente uma Paris Hilton Canadense. Ela perdeu meu afeto no instante em que cogitou transformar o Mirac em um SPA para pacientes que estão se recuperando de cirurgias plásticas. Completa e totalmente doida. Ainda bem que Lizzie, com sua (para isso serviu) boca grande, acabou por dar fim à festinha particular que circundava a mente de Dominique. 
Destaque para o relacionamento de Shari (amiga de Liz) e Chaz (namorado da amiga de Liz). Me lembrou Mônica e Chandler de Friends. É sério. E também para a cara de pau de Andrew, que foi de Londres à França só para cobrar o dinheiro que – ele achou – Lizzie havia prometido emprestar para ele.
O livro foi muito divertido e muito bom de ler. A escrita de Meg é cativante, acessível e viciante. Tirando a primeira parte em que me irritei com a narração dos pensamentos de Lizzie – onde ela tentava justificar as atitudes de Andrew -, o resto transcorreu perfeitamente bem.
 
“Ah, tudo bem. Sou uma enxerida com a boca grande e uma imbecil idiota.”
 
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