(RESENHA) Era uma vez 1986

Quem nunca se apaixonou “pra sempre” aos 13 anos? Nos anos 1980 os amores “para sempre” dos adolescentes duravam até as próximas férias escolares. Mas, em 1986 houve uma geração… que viu o Zico perder aquele pênalti… que esperou um cometa que não veio… que foi fiscal do Sarney… que viveu sem celular e internet… que achou que o mundo ia acabar numa explosão atômica. E houve um amor que passou por tudo isso e sobreviveu para contar sua história. 

Terminei de ler esse livro hoje pela manhã e digo-lhes que foi uma leitura agradabilíssima. Ganhei ele pela parceria que tenho com a editora Novo Século, e quero aproveitar para agradecer eles por terem aceito fazer uma parceria com o Freescura, me dando esta maravilhosa oportunidade.
O livro leva o selo “Novos Talentos da Literatura Brasileira“, onde a Novo Século dá oportunidade para os escritores brasileiros, que ainda não são muito conhecidos, de mostrarem seu trabalho. E a história trazida nas páginas deste simpático livro é sobre o casal Márcia e Daniel, que encontram-se em um momento um tanto quanto conturbado de seu relacionamento conjugal. 
Daniel não aguenta mais a vida ocupada da esposa, que vive para o trabalho e para a chefe exigente. Ele sente falta da atenção de Márcia e deseja passar mais tempo com ela. O problema é que a moça trabalha de mais, assim não podendo passar o tempo que desejaria com seu marido. Então uma viagem chega para realmente abalar as estruturas do casal. Daniel deseja que Márcia viaje com ele para um Festival de Teatro, no qual ele ganhará um prêmio para textos inéditos de teatro. Porém Márcia acha que não conseguirá tirar folga para o período da viagem, já que sua chefe sempre precisa dela. Enquanto estes fatos estão acontecendo no ano de 2006, no presente da história, em 1986 vai se desenrolando o enredo de outra história, o passado de Márcia e Daniel, quando ainda estavam no colégio e tinham 13 anos. 
Ao meu ver a história que se passa em 1986 é bem mais legal que a de 2006. Os adolescentes Márcia, Daniel, Chang e Viviane são engraçados, e nos presenteiam com a imagem de uma época belíssima do ser humano, a juventude. Já a fase adulta do casal não é tão atrativa quanto era sua adolescência. Eles brigam, se desentendem, mentem, tramam pelas costas um do outro, provocam ciúmes, são arrogantes, e isso não é nada legal. Vemos em 1986 jovens inteligentes, gentis, inocentes e que viraram adultos imaturos. Sinceramente fiquei irritada com a versão adulta de Márcia e Daniel.
Outra coisa que me deixou meio intrigada sobre a história é que em 2006 o casal protagonista conta com a ajuda de Dona Elza para cuidarem da casa. A mulher, um tanto quanto fofoqueira, faz uma confusão ao ouvir uma ligação de Márcia, achando que é uma coisa que na realidade não é bem assim. E após este fato, o livro dá a entender que Dona Elza acabará por atrapalhar o relacionamento de Márcia e Daniel com sua confusão de pensamento. Porém a história morre por aí. Depois Elza não aparece mais na história e ficamos pensando: “Para que serviu aquela cena?” Sério, foi uma parte dispensável na história.
O livro é super tranquilo e rápido de ler. É agradável, e tem certos momentos de humor. O final é bonito e prazeroso. Apenas alguns detalhes, que comentei acima, não foram de minha total satisfação. Por este motivo considerei este um livro bom. 
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4 pensamentos sobre “(RESENHA) Era uma vez 1986

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