(RESENHA) O Mundo de Vidro

Hoje terminei de ler um livro que a minha amiga me emprestou, e eu sinceramente pensei que ia ser melhor do que foi. Bem que essa minha amiga me avisou que o livro era estranho. Eu perguntei a ela se o livro era bom e ela não soube expressar o que sentia por ele. Disse então que era estranho. Essa definição não me convenceu, até que eu li o livro e compreendi o que ela tinha tentado me dizer.

Realmente Maurício Gomyde é um autor difícil de decifrar. Ele consegue fazer com que o livro seja realmente instigante em algumas partes, nos arrancando algumas risadas, e em outros momentos nos deixa com aquela expressão de pastel de ar, vazia e sem emoção.

A história do livro é sobre um homem desengonçado, largado, tímido, atrapalhado e com uma história nada empolgante para compartilhar. De repente este homem se apaixona à primeira vista por uma mulher linda, inteligente, carismática e, resumindo, perfeita. Porém ela não se apaixona por ele à primeira vista, o que cria o conflito da história: homem esquisito ama mulher perfeita que está muito além do que o que ele pode alcançar. E o livro se passa, então, falando sobre a amizade que criam, do sofrimento dele por ser apenas amigo dela, das dúvidas dela sobre o que realmente sente por ele, enfim. No meio deste drama todo, a jovem perfeita começa a receber, capítulo por capítulo, um livro que parece contar a mais linda e perfeita história de amor já escrita na face da Terra. E ela começa, então, a se perguntar quem será o autor de tão sublime livro.

Realmente o livro escrito dentro do livro é lindo. Cada capítulo que a jovem recebe é mais perfeito do que o outro. Porém, mal temos tempo de aproveitar o momento de perfeição descrito nas palavras do autor secreto da garota, e já vem um FÉLA DA PUTA aqui ou qualquer outro palavrão que apareça para tirar todo o encanto da cena. E era disto que a minha amiga falava.

Gomyde é um autor em potencial, mas este livro me fez pensar que ele ainda não chegou lá. Entendem o que quero dizer? Parece que ele chega na beira do abismo, abre os braços largamente, sente o vento soprando o rosto e empurrando seus cabeços, mas no último momento desiste do salto e dá alguns passos para trás, voltando ao marasmo e calmaria de uma vida sem magia.

Este livro parece ter sido bem escrito, porém não parece ter sido revisado ou tido a devida atenção. É como se o autor tivesse ideia geniais, as transcrevesse no papel rapidamente para não esquecer e tivesse decidido publicar assim mesmo, sem nenhuma alteração ou melhoria naquele rascunho.

Outra coisa que notei foi um pouco de exagero em certas cenas, nomes de músicas, livros, cantores, ou até mesmo histórias surreais sobre papagaios com nome masculino, mas que na verdade são fêmeas, e que ficam falando palavrão todo dia de manhã, como se fosse o despertador de um bordel ou algo do tipo. Coisas forçadas tentando ser engraçadas. Não deu certo.

E o final também ficou a desejar. Sinceramente não aceitei muito o desfecho proposto. Mas enfim, não posso dizer que o livro é ruim porque ele conseguiu me cativar em alguns momentos, mas em outros me fez questionar porque mesmo eu estava lendo ele. É aquilo, é um livro ESTRANHO.

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