(RESENHA) Indomada

Há alguns dias terminei de ler o quarto livro da série House of Night (Morada da Noite), Indomada. Eu confesso que estava super ansiosa para conferir esta obra, já que eu havia me apaixonado pelas três primeiras que havia lido. Porém, só ao final da leitura que percebi: a época em que eu devorei a trilogia inicial é bem diferente da que estou vivendo agora. Eu ainda estava na escola, era meio bobinha e sonhadora demais. Não que agora eu não seja mais sonhadora, acho que sou até mais, porém não sou mais tão infantil como eu era. E esse livro, querendo ou não, é bastante infanto-juvenil.

Não posso dizer que a leitura foi ruim, porque não foi. Talvez até pelo carinho que eu já tinha construído pela série e pelos personagens. Mas não foi tão espetacular como eu imaginava que seria, e em certas partes me deixou até um pouco irritada. Principalmente a questão da infantilidade dos personagens em vários momentos da história. Leia-se a orgulhosa Aphrodite e as – quase – siamesas Erin e Shaunne, que não param de implicar umas com as outras um só minuto. Poxa, acho que depois de tudo pelo que passaram elas poderiam ter amadurecido um pouco e terem se tornado mais civilizadas. Mas não.

Outra questão que também me deixou meio com pé atrás foi a aparição de mais um amor na vida de Zoey. Já não bastava ela ter três, isto mesmo, TRÊS namorados em Escolhida –tudo bem que um deles era um sem vergonha, mentiroso, traidor que acabou morrendo ao final do terceiro livro, graças a Deus! – ela agora se apaixona por mais um! Stark é lindo, fofo, simpático e possui o mesmo problema de Zoey, não quer que as pessoas o vejam apenas por seus inacreditáveis dons concedidos pela Deusa Nix. No primeiro momento em que o jovem se mostra vulnerável, a insaciável Zoey Redbird ataca novamente. Enquanto isto ela continua mexida toda vez que cruza o olhar com seu antigo namorado Erik, que terminou com ela quando a pegou na cama com o sem vergonha, mentiroso, traidor do Loren, que comentei ali em cima – isso em Escolhida. E não consegue deixar de amar, de alguma forma, o lindo do Heath – perfeito e maravilhoso!!!

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Bem, tirando este fato de que Zoey é uma caçadora nata de homens, pior que Aphrodite, que era para ser a bitch da história e acabou se mostrando muito comportada, gostando só de Darius, o restante do livro é bem razoável e condizente com os três primeiros. Todos os meus personagens favoritos estavam de volta, me fazendo matar a saudade. E aqueles que eu odiava – a maldita da Neferet – continuam cada vez mais odiosos.

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Uma questão que eu acho que falta muito na série é a cultura vampírica. Acho que eles exploram pouquíssimo isso, sendo que a série é sobre uma escola de vampiros. Eles se preocupam mais em mostrar a vida de adolescentes e seus dramas rotineiros, do que falar sobre sua sede de sangue, sua perturbadora monstruosidade e afins.

Concluindo, não foi uma leitura desagradável, mas comparada com as que tenho feito nos últimos meses, foi bem menos empolgante. Não acredito que eu vá querer ler logo em seguida a continuação da série, e nem sei se vou acabar conferindo ela até o final. Quem sabe no futuro, quando eu quiser resgatar minhas origens e fazer uma viagem ao tempo em que eu era jovem, eu decida ler os últimos livros. Por enquanto vou dando sequência em diversos outros que estão em minha lista de prioridades.

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