resenha | THE RED QUEEN

Ahh, como eu amo os livros da Philippa Gregory! Ela sempre me surpreende com suas histórias sobre importantes e fortes mulheres europeias. Mulheres que marcaram gerações. E o mais legal é que nenhuma delas é igual a outra. Philippa mergulha na história de cada uma e trás sempre uma personalidade única para elas.
Eu não poderia ter amado mais este livro. Margaret Beaufort é uma personagem hilária, complexa e desafiadora. Em sua infância ela é encantadora, com toda sua inocência e devoção cega e descomedida. Ela acredita piamente ter sido escolhida por Deus e ter ouvido o chamado dele, assim como Joana d’Arc dizia ouvir o seu. Inclusive, Joana é a maior inspiração de Margaret ao longo do livro, o que é incrível, uma forte mulher seguindo os passos de outra na história.
Conforme Margaret vai crescendo, e muito devido aos ambientes e situações aos quais a submetem – como casar cedo, ter um parto complicado, estar praticamente abandonada da família e ainda por cima nunca ter a chance de criar o filho perto de si -, nossa protagonista acaba se tornando uma adulta amarga e ambiciosa. Ela segue com sua crença de ter sido tocada pela mão divina, que a escolheu e a seu filho para governarem a Inglaterra, e luta por esse objetivo até o fim. Mas pelo caminho ela acaba encontrando muitos, mas muuuitos obstáculos e assistindo a diversas reviravoltas no domínio do país. Muito disso a faz tomar algumas decisões precipitadas e erradas, sem que ela nem mesmo se dê conta do quão absurdo é o que está fazendo.
Mas o mais incrível disso tudo é que, como eu disse antes, Philippa desenvolve personagens muito singulares, e Margaret não poderia ser diferente. Ela acredita até o fim que está certa, que foi escolhida por Deus e que tudo que faz é da vontade dele. Não admite nem por um segundo estar errada em suas escolhas e desejos. Tanto sua mente como suas atitudes demonstram sua personalidade. E isso me deixou muito feliz, pois a fez ser uma personagem autêntica, diferente de muitas que vemos por aí no mundo literário, que pensam A, agem B e justificam seus atos com C. Nada faz sentido com nada em suas personalidades e a gente nunca sabe quem realmente são. Mas com Margaret é completamente ao contrário, a gente a compreende, pois ela é muito sincera consigo mesma, com o que deseja. Mesmo que nem sempre aja ou pense da maneira correta.
Outra coisa que achei muito legal – e um pouco engraçada – na personalidade de Margaret é que ela está sempre falando mal dos York, por terem usurpado o trono dos Lancaster. Ela rebaixa tanto a rainha Elizabeth Woodville em seus pensamentos, que é hilário, pois eu tenho certeza que Elizabeth nem sabia da existência de Margaret por um tempo. Margaret dava tanta atenção para Elizabeth, a xingando toda vez que tocava no nome dela, enquanto que Elizabeth por sua vez devia estar lá bem bela, vivendo sua vida de rainha, como se nada estivesse acontecendo.
Adoro ler os livros de Philippa por ter a oportunidade de conhecer cada vez mais a história da monarquia inglesa, que é um assunto pelo qual sou fortemente apaixonada. E a cada livro dela aprendo um pouco mais sobre os personagens que fizeram esta história toda acontecer. Neste livro, por exemplo, descobri, com imensa euforia, que Margaret é nada mais, nada menos, do que a avó do rei Henrique VIII! Realmente essa linhagem tem sangue quente e garras fortes.
Enfim, amei tudo! E já estou louca pelo próximo!

“I am a child sent out to do a woman’s duty.”
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s