Prezados Poetas

Prezados poetas, postem palavras…
Publiquem poemas puros, picantes, promovam pensamentos positivos, profanos, promíscuos. 
Provoquem plateias, padres, plebeias, palavreiem pomposas poesias, porém, pesquisem para poderem publicar palavras polidas, produzidas perfeitamente. Ponham pontos, pronomes pessoais, provérbios, produzam pérolas, pois palavras perdidas perdem poder. 
Promovam plebiscitos populares, palestras particulares, promulguem projetos pela prudência, pela proteção, pronunciem propostas protestantes, perpetuem prosas, presenteiem pessoas pelas palavras, poetizem poentes, picos, profundos, princesas, praias, prazeres. 
Proscrevam procedimentos patéticos, psicóticos, pontuem problemas, proibições, pautem promessas partidárias, preparem-se pelo passado. Prescrevam páginas pedindo paciência, pedindo PAZ. 
Poetem por puro prazer, por possessiva paixão pelo Português, por paixão pela palavra.

(resenha/filme) Uma Lição de Amor

Olá meus queridos.
Ontem foi o dia da sessão de cinema aqui em casa. Algo que não fazíamos há um tempo. E confesso que eu adoro quando ocorre essas reuniões em família, recheadas de guloseimas e filmes de bom nível.
Eu olhei um filme com meus pais, chamado “Ilha do Medo”, mas não é sobre ele que vim falar hoje. Na realidade quero comentar sobre o filme que vi depois desse, sozinha na penumbra de meu quarto e mergulhada em minhas lágrimas ferozes. “I Am Sam” ou aqui no Brasil, “Uma Lição de Amor”.
O filme conta a história de Sam Dawson, um homem com deficiência mental que trabalha em uma Starbucks, e conta com a ajuda de amigos para cuidar de sua filha Lucy. A mãe da menina a deixou com o pai assim que ela nasceu, e disse que não era vida para ela ter um filho com um deficiente. Desde então Sam tem cuidado de sua filha com todo o amor que poderia dar. O problema chega quando Lucy completa sete anos, o que significa que sua capacidade mental seria superior a de seu pai. Então uma assistente social começa a questionar se Sam tem competência suficiente para cuidar de Lucy. A jovem menina acaba sendo afastada do pai, que com a ajuda da advogada Rita Harrison, enfrenta um doloroso julgamento no intuito de recuperar a guarda da filha.
Eu já tinha visto esse filme há uns anos, e óbvio que chorei. Chorei porque tenho uma ligação muito forte com meu pai, e vendo aquela situação entre pai e filha sendo separados meu coração parece que se quebrou em pedaços. Não sei o que faria sem meu pai.
A interpretação de Sean Penn está deslumbrante. São poucos os atores que conseguem transmitir com tamanha veemência os sentimentos e atitudes de um deficiente, louco, doente, maníaco. Resumindo, personagens incomuns. A maioria dos atores sabe interpretar muito bem um galã encantador ou um vilão repugnante. Porém existem personagens que nos pedem mais jogo de cintura, mais técnica. Que nos exigem mais a interpretação com o coração do que qualquer outra coisa. E foi exatamente o que Sean conseguiu nos passar. Ele trabalhou com todo seu sentimento, toda a sua sensibilidade e deu vida a um grande e incrível personagem.
A luta de Sam pela guarda da filha é realmente comovente. Sua determinação em achar um advogado que pudesse lhe defender, de ganhar uma promoção para pagar esse advogado, enfim, simplesmente sua determinação foi maravilhosa. Cada cena parece ser mais comovente do que a outra. Torcemos loucamente para que Sam consiga voltar a ter sua filha consigo. Choramos e nos emocionamos com ele. Mas não somente ele tem uma incrível participação neste filme.
Dakota Fanning, que interpreta Lucy, ganha o público com o amor que tem pelo pai e pela falta que demonstra sentir dele. Tanto é que diversas vezes, quando já está morando com uma família adotiva, ela sai a noite e vai até a casa do pai para ouvi-lo contar-lhe uma história. Então é lindo de ver essa relação tão forte que os dois tem. E saber que amores assim realmente existem.
Quero também destacar a fidelidade dos amigos de Sam, que mesmo com toda dificuldade dele, estiveram ao seu lado lhe apoiando e dando força no processo da guarda de Lucy. Muito me emociona a cena em que eles vão todos comprar um sapato para a menina, porém Sam não tem dinheiro suficiente para pagar, então todos ajudam um pouco e além do sapato dela, cada um consegue um balão.
O desfecho do filme não poderia ser melhor. Depois de muitas lágrimas e angústias, um pouco de felicidade cai bem, não? Apesar de tudo ir contra Sam, o amor acaba vencendo no final. Recomendo a todos aqueles corações que amam um doce drama, recheado de lágrimas e coberto de sentimentos. É um filme que agrada qualquer pessoa, e toca no fundo do coração de cada um de nós, mostrando que o amor supera até mesmo nossa capacidade intelectual. 


Lucy in the sky with diamonds”