resenha | A COROA

Confesso que A COROA já começou me despertando muito mais interesse do que A HERDEIRA.
Nesta segunda história de Eadlyn, a jovem parece ter amadurecido um pouco e estar mais receptiva com as pessoas a sua volta. O que me aliviou, pois no primeiro livro ela era insuportável, e ficar dentro da mente de um personagem assim durante toda a leitura de um livro é uma tortura.
Como eu disse na resenha de A HERDEIRA, sabia que neste livro iria rolar um romance entre Eadlyn e um certo personagem, e realmente nesta segunda história o relacionamento deles acabou acontecendo. Acho que tudo entre eles aconteceu naturalmente e de uma forma fluida nesta sequência. Tanto que diversos momentos do primeiro livro foram resgatados neste segundo, o que achei bem interessante, para criar uma boa costura no enredo.
Outra coisa que já era meio esperada nesta sequência era a traição de um outro personagem que surgiu do nada na história. Ele nunca me trouxe muita confiança, e se Aspen não confia nele, eu também não hahaha
Algo que achei muito legal neste livro foi o romance homossexual entre dois dos selecionados. Eu meio que esperava que algum deles fosse gay, mas que ele ia se apaixonar por outro colega e que esse colega iria retribuir o sentimento, isso eu não havia previsto, mas adorei! Achei bem fofo.
O início do livro foi mais interessante do que a metade dele, que deu uma freada novamente, voltando para a monotonia da primeira história. Mas no final ele acabou dando uma melhoradinha. Ao me aproximar do desfecho da história achei que tudo começou a correr na velocidade da luz, meio apressado, meio ansioso. Mas no fim tive algumas interessantes revelações que me surpreenderam, de certa forma, e um final que, mesmo sendo clichê, teve seus pontos altos, o que deixou tudo um pouco mais agradável.
Não posso dizer que amei a história, porque seria hipocrisia de minha parte, mas com certeza esta continuação superou, e muito, seu predecessor.

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resenha | FELIZES PARA SEMPRE

Li a antologia de contos da série Seleção logo após conferir o primeiro livro que deu continuidade a trilogia principal – A Herdeira, que não me impressionou em nada. Mas é com alívio no coração que posso dizer que Felizes Para Sempre veio para me relembrar o porquê amo a trilogia inicial que originou esta série. Todo o rancinho que A Herdeira me causou, foi ofuscado pelas lembranças da primeira fase desta história, resgatadas com maestria em Felizes Para Sempre.
Foi ótimo poder rever meus personagens favoritos, como America e Aspen ♥, além de ter o prazer de ser apresentada mais à fundo a outros tão incríveis quanto, como a Marlee, Carter e Lucy. Sem contar que relembrar todos os conflitos sobre os quais a trilogia Seleção foi criada, me trouxeram novamente todo o amor que eu tinha pelos livros. O que faltou em A Herdeira tem de sobra em Felizes Para Sempre.
Fiquei com vontade de conferir os três primeiros livros novamente hahaha Mas a vida é muito curta e a lista de leituras, muito grande para nos darmos a estes breves luxos. Por enquanto vou me contentar em acompanhar a continuação de A Herdeira (A Coroa) e ver se o desenrolar da história de Eadlyn se mostra mais interessante do que seu prelúdio. E se não atingir as expectativas, assim como seu predecessor, ao menos saberei – por causa de Felizes Para Sempre – que esta história não foi toda em vão, e que houve um tempo em que A Seleção conquistou meu coração.

resenha | A HERDEIRA

Há muito que não leio os livros da série Seleção da Kiera Cass, mas já fazia um bom tempo que eu tinha, aguardando, na minha estante as sequências da história, que agora contam muitos anos na frente, sobre os filhos de America e Maxon (A Herdeira e A Coroa). Recentemente terminei A Herdeira, que é o primeiro sobre a Seleção de Eadlyn (primeira filha de America e Maxon), mas confesso que, infelizmente, as expectativas não foram correspondidas.
O primeiro livro sobre a filha de America e Maxon é diferente de seus predecessores porque nele somos obrigados a passar pela seleção junto com a jovem princesa, diferentemente dos primeiros livros da série, onde acompanhávamos a visão de America (apenas uma das selecionadas), e não a de Maxon (o príncipe que precisava escolher dentre 35 candidatas). A dinâmica nas histórias de America era completamente outra. E eu preferi muito mais os primeiros livros a estes novos. Afinal, a Seleção em si é um processo chato, massante, e pode-se dizer até mesmo machista de certa forma. Mas ao menos nos primeiros livros tínhamos ataques rebeldes, açoitamentos, romances proibidos e muitos outros conflitos que tornavam a história bem mais envolvente.
Este primeiro livro foi completamente entediante, quando não irritante. Eadlyn é uma jovem mimada demais para o meu gosto, sendo ela filha de America. De Maxon até entendo ela ter herdado um lado mais mimadinho, afinal ele era todo sonso e crescera sendo o príncipe, ou seja, isso já era esperado dele. Porém America, uma personagem forte, determinada, questionadora e inspiradora, sendo ela a mãe de Eadlyn, não entendo como a jovem cresceu tão fútil. Chega a ser irritante tamanha tolice e infantilidade em certos momentos (a maioria deles).
Sem contar que, ao menos neste primeiro livro, não tivemos nenhum grande conflito que nos tirasse o ar. O que aconteceram foram momentos constrangedores com alguns dos selecionados, e alguns inclusive meio abusivos, que tentaram se maquiar de conflitos, mas que acabaram sendo apenas cenas curtas de problemas que foram rapidamente resolvidos. Algumas até mesmo meio forçadas, sem parecerem autênticas em meio ao enredo.
E o principal, não consegui me conectar com nenhum dos selecionados. Claro que tem uma escolha bem clara que acabou se mostrando mais interessante do que as demais, mas que também ficou muito óbvia desde o começo, então foi meio frustante. A segunda opção que, acredito, no segundo livro deixará a princesa mais balançada, é meio que mostrada nesta primeira obra, de forma sutil, como um teaser para os leitores, mas confesso que também não morri de amores por ele. Terão que fazer um excelente trabalho no segundo livro para que este personagem em questão me conquiste. Por enquanto ele é apenas mais um no meio de tantos outros em potencial. Nesse sentido a Seleção de Maxon foi muito mais intensa.
Enfim, não gostei da dinâmica nova, não aprovei a protagonista entojada, e por vezes senti uma carência de genuidade na condução do enredo (muitas cenas forçadas e sentimentos falsos tentando se passar por autênticos). Vamos ver o que o próximo livro da série me reserva…

resenha | A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL

Terminei hoje de ler o livro A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL, de Becky Chambers, e posso afirmar que esta foi uma das ‘longas viagens’ mais incríveis e emocionantes que tive nas minhas últimas experiências literárias.
Primeiramente preciso dizer que fiquei tocada com o fato de que a autora conseguiu lançar a primeira edição do livro através de ajuda de terceiros em um site de financiamento coletivo. Ela ralou, apostou no sonho, e fez o livro acontecer. Agradeço a ela pela persistência, e também as pessoas que ajudaram neste início, pois é por causa delas que hoje posso ter a experiência de pegar este livro nas mãos e dar a ele todo o carinho que merece.
Enfim, falando um pouco sobre a escrita de Becky, me apaixonei completamente! A mente dela é incrivelmente criativa! Obviamente que a ajuda técnica de seus pais na área espacial ajudou a criar toda a ambientação e detalhes acurados para a história, mas o mérito da ideologia da obra é todo da Becky, e por isso eu a admiro muito. Adoraria passar um tempo dentro da sua mente para conhecer suas mais loucas ideias.
Por se tratar de uma ficção científica sobre uma realidade completamente nova, mesmo que carregada de algumas teorias conhecidas universalmente no âmbito espacial, foi preciso muito cuidado na construção desta história, uma vez que ela corria um risco alto de se tornar maçante e confusa. Becky realizou esta tarefa com maestria e elegância! O universo que ela criou é completamente verossímil dentro de seu âmbito, e as explicações de todas as novas realidades as quais vamos sendo apresentados, são orgânicas e se encaixam perfeitamente com o contexto e enredo das cenas. Está tudo no lugar, com fluidez e sem ser cansativo ou estranho. A autora nos faz sentir como se nós mesmos já habitássemos tal realidade. Como se fôssemos parte integrante deste ecossistema espacial e desta Comunidade Galáctica.
Além disso, as descrições de seus personagens (tanto físicas como emocionalmente), assim como dos cenários nos quais habitam, foram feitas na medida, sem deixar lacunas que poderiam vir a causar confusões na construção da cena, nem mesmo muito extensas, que poderiam tornar a leitura enfadonha. Pelo contrário, o ritmo da leitura segue constante e nosso interesse pela história só evolui a cada página virada.
Ainda falando dos personagens de Becky, estou completamente apaixonada por eles! A construção que Becky fez de cada um foi incrível! Não apenas os personagens são maravilhosos, no sentido de que eu gostaria de ser amiga de todos eles, mas eles também são muito bem caracterizados, no sentido de complexidade. A autora conseguiu construir distintas personalidades, sem incoerências no meio do enredo. Cada um dos tripulantes permanece fiel àquilo ao qual se propõem no início do livro. Não há falhas de caráter ao longo da história, onde percebamos uma mudança brusca de personalidade em algum deles, que não faça sentido. Afinal, tudo na escrita de Becky se encaixa, e tem algum motivo.
De todos os tripulantes da Andarilha, meus preferidos são Kizzy, Jenks e Dr. Chef. Os três, juntos com os demais, formam uma família excêntrica e bem estranha, mas que se complementam e se amam do seu jeito. Adoro todos, mas estes três são os com o coração mais puro que pude notar ao longo da história.
Por fim, é importante destacar que, mesmo se tratando de uma história fictícia em um universo irreal, todos os dilemas abordados ao longo do livro são os mesmos pelos quais passamos na vida real: preconceito racial, sexual, acordos internacionais entre nações, amores proibidos, etc. Muito do que acontece em A LONGA VIAGEM pode ser facilmente traduzido para a nossa realidade, o que assusta um pouco e faz a gente pensar e repensar alguns conceitos pré-estabelecidos. Além de ter criado um livro excepcionalmente belo e mágico, de uma leitura fácil e fluida, Becky ainda o fez ser filosófico. Que mulher!
Quem ainda não leu ou estava na dúvida se valia a pena, por favor, arrumem uma cópia dele imediatamente!

a longa viagem

resenha | COROA CRUEL

Tão bom poder voltar para o universo de Rainha Vermelha, nem que seja através dos curtos contos presentes neste livro.
Amei as duas histórias dele! Conhecer Coriane (sua versão jovem) foi um grande prazer. Acredito que ela tenha sido uma grande mulher em seus tempos de glória. Pena que teve a mente destruída por pura inveja alheia. Coriane merecia ter tido um final feliz. Espero que seu filho tenha.
Já a história de Diana foi igualmente incrível, mas muito mais próxima ao meu coração. Descobrir como ela e Shade se conheceram (e poder ver ele de novo <3) foi a situação mais linda que este livro poderia ter me proporcionado. Não queria que tivesse acabado. Queria continuar lendo mais e mais sobre a vida deles e sobre a aurora que tanto tentavam levantar.
Essas duas histórias só me deram mais gás ainda para querer ler o próximo episódio desta saga (Tempestade de Guerra).

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