resenha | O PRÍNCIPE CRUEL

Confesso que no início fiquei me perguntando se a leitura seria boa, porque descobri com surpresa, no começo do livro, que a história era sobre fadas, e eu não curto muito esse universo. Mas acabou que a leitura me surpreendeu positivamente. Ainda bem!
De qualquer forma, mesmo a história sendo boa, chocante e surpreendente, passei a leitura toda com uma sensação de desconforto por estar lendo algo muito fora da minha zona de conforto literária. Passei o tempo todo lutando comigo mesma, ponderando entre o gostar e o não gostar da história. No fim gostei, mas não vou querer conferir as sequências da série. Se não fosse pelo simples fato de se passar no mundo das fadas eu teria amado, pois o restante todo da escrita de Holly Black é incrível.
A autora consegue criar personagens fortes, bem caracterizados, e ainda desenvolver cenas que nos deixam perplexos, de tão intensas que são. O que tempera muito bem sua obra.
Pra quem gosta deste tipo de história mágica, vale a pena conferir esta série, pois ao menos o primeiro livro achei muito interessante.

“Nunca é como o para sempre… tempo demais para mortais compreenderem.”
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resenha | POR QUE AMAMOS CACHORROS, COMEMOS PORCOS E VESTIMOS VACAS

Já há algum tempo fui apresentada ao mundo vegano através das ideologias da minha melhor amiga, que aderiu ao movimento há alguns anos. Ela tem me ensinado bastante sobre, e me aberto os olhos para algumas coisas. E mesmo que eu ainda não siga a ideologia vegana ou vegetariana, os ensinamentos que ela tem me passado estão me ajudando a mudar certos hábitos carnistas.
Enfim, tendo isto em vista, recentemente ela me emprestou seu livro POR QUE AMAMOS CACHORROS, COMEMOS PORCOS E VESTIMOS VACAS, que fala sobre a ideologia carnista na qual nos encontramos vivendo atualmente.
A leitura é, sim, em certas partes pesada, mas muito necessária. É sempre importante tirarmos um tempo de nossas rotinas corridas, para ouvir, abrir os olhos, e refletir sobre quais são os nossos reais princípios.
Este livro ajuda bastante a termos conhecimento sobre o assunto e, principalmente, a instigar nosso autoconhecimento.
Vale a pena para quem está querendo conhecer mais sobre o impacto que está causando no mundo.

Sob certos aspectos, faz realmente sentido que o vegetarianismo tenha recebido seu nome antes do carnismo. É mais fácil reconhecer as ideologias que não se enquadram na corrente dominante. Mas há outra razão mais importante para o vegetarianismo ter sido rotulado e o carnismo não. O modo básico de as ideologias arraigadas ficarem arraigadas é permanecerem invisíveis. E o modo básico de ficarem invisíveis é permanecerem sem denominação. Se não lhes damos um nome, não podemos falar sobre elas e se não podemos falar sobre elas, não podemos questioná-las.”