Misteriosa Investigação

Esses dias assisti o filme Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres, pois uma amiga minha me emprestou o livro homônimo, e eu queria primeiro confirmar se iria gostar da história, já que me disseram que a leitura é um tanto quanto cansativa no início.

Esse longa é o primeiro da trilogia Millenium, e conta a história de um casal nada comum, Mikael (Daniel Craig) e Lisbeth (Rooney Mara), que acaba se envolvendo quando se juntam para investigar o desaparecimento de uma menina de 16 anos.

Há 36 anos uma jovem chamada Harriet Vanger desapareceu sem deixar pistas, em uma ilha no norte da Suécia. Seu tio, Henrik Vanger, jamais tendo esquecido este acontecimento, decide contratar o jornalista Mikael para investigar o que aconteceu com sua sobrinha. Com o falso pretexto de estar fazendo uma biografia sobre Henrik, Mikael começa sua busca por pistas. Mas ao longo do processo a investigação se mostra complexa e ele precisa de ajuda. É então que surge Lisbeth, uma jovem punk que está sob a tutela do Estado por apresentar um comportamento arredio e rebelde.

Achei o enredo muito bem bolado, principalmente a parte da investigação em si, e do perfil do psicopata da história. Uma parte em particular, onde são listados os crimes cometidos por ele, achei que foi muito bem feita.

Achei que algumas cenas foram forçadas demais. Em certos momentos houve um exagero e uma dramatização que não precisava existir, como, por exemplo, no momento em que Lisbeth vai se vingar de um homem que havia abusado dela. Achei tudo muito forçado.

Tirando este fato meio dramalhão mexicano, o restante da história transcorreu de maneira coerente e muito boa. No início, realmente é tudo meio parado, mas assim que o filme vai passando ele se torna mais dinâmico.

Sintetizando, eu gostei do longa. O enredo nos prende, pois o mistério foi bem moldado e nos intriga. O desfecho foi sensacional. Agora só quero ver se os outros dois filmes irão ser bons como esse ou se serão apenas sequências superficiais e sem conteúdo. E também pretendo conferir a versão sueca, para ver qual das duas é mais parecida com o livro.

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Costura Perfeita

Há duas semanas atrás fui apresentada ao filme Leões e Cordeiros, do diretor Robert Redford. Não sabia exatamente o que esperar deste longa, afinal nunca tinha ouvido falar dele. Mas quando soube que era com Tom Cruise, logo fiquei interessada em assistir.

Pois bem, Leões e Cordeiros é um tanto quanto diferente. Ele nos conta três histórias que acontecem simultaneamente e que, mesmo sendo em locais completamente diferentes – uma no escritório de um senador, outra em uma escola, e a última no Afeganistão – todas estão interligadas.

Na primeira história temos o senador Jasper Irving (Tom Cruise) contando à jornalista Janine Roth (Meryl Streep) seu mais novo plano para a guerra no Afeganistão. No cenário da escola o professor Stephen Malley (Robert Redford) tenta motivar um aluno que anda desleixado com os estudos, Todd (Andrew Garfield). Já no Afeganistão estão Ernest (Michael Peña) e Arian (Derek Luke), dois ex-alunos do professor Malley, que agora são soldados pondo em prática o plano do senador Jasper.

Estas três histórias se enlaçam no decorrer do longa-metragem e nos mostram um cenário caótico da sociedade. Políticos que só sabem dar ordens, muitas delas falhas e de objetivos questionáveis; jovens capazes de fazer tudo em troca da segurança de seu país, e outros desapontados com a corrupção, que acabam desistindo daquilo em que acreditam.

Particularmente achei que o filme teria mais ação, principalmente na parte em que retrata os soldados no Afeganistão. Mas pelo que vi não era esta a proposta. Não se queria mostrar tiroteios ensurdecedores e mortes intermináveis, mas sim a coragem e determinação de soldados idealistas.

O que muito me agradou foi a dinâmica da narrativa, que nos trás três perspectivas sobre uma mesma história e que ainda nos apresenta certos flashbacks explicativos que servem como costura para este enredo bem montado.

Algo que sei que aprendi com este filme foi a não desistir de meus ideias, mesmo que estes sejam difíceis e mesmo que muitas pessoas sejam contra eles. Não devemos ser covardes e desistir de lutar por aquilo que acreditamos apenas porque outras pessoas os são. Devemos ir até o fim e quem sabe fazermos a diferença. Afinal, ninguém sabe quem e quando será capaz de mudar a sociedade com algum ato heroico. E talvez não se trate apenas de uma pessoa e de um ato, mas sim da soma de todos aqueles que alguma vez tentaram fazer algo diferente para melhorar a sociedade.

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Show de Horrores

Os famosos irmãos Hansel e Gretel – nossos conhecidos João e Maria – aparecem em sua mais nova versão adulta, à la Van Helsing, no filme: “Hansel & Gretel: Witch Hunters”. Com muito sangue, morte e bruxas deformadas, o longa se passa inteiramente envolto em uma macabra atmosfera.

Assim como na clássica história infantil, Hansel e Gretel são abandonados ainda crianças pelos pais no meio de uma floresta. Lá, vagando sozinhos, com frio e com medo, eles encontram uma casa totalmente feita de doces. O que mais uma criança poderia querer? Logo ambos começam a comer partes da casa, quando são sinistramente surpreendidos por uma bruxa horrorosa. Depois de ficarem um tempo como prisioneiros dela, João e Maria conseguem matá-la e escapam de seu cativeiro de guloseimas. A partir de então, se tornam caçadores oficiais de bruxas.

A tentativa frustrada de fazer um enredo interessante soma-se à clássica ideia de colocar heróis vestindo roupas colantes de couro, empunhando armamento intimidador. Além desta combinação clichê, somos assolados por um turbilhão de sangue jorrando gratuitamente. Não faltam corpos implodindo e membros sendo arrancados. Um pouco de mutilações é até importante. Elas dão um toque especial na história, nos tirando o fôlego. Mas quando não são utilizadas na medida correta deixam o filme com cara de trash, e chega um ponto que se torna até cansativo.

A trama é fraca e o desfecho é previsível desde o começo da história. Além do mais, Jeremy Renner e Gemma Arterton, os irmãos protagonistas, não ajudam muito com suas interpretações sem emoção ou expressão.

Uma das únicas coisas que achei bacana neste filme foi as bruxas em si, e alguns efeitos bem bolados. Referente às bruxas gostei porque são, de certa forma, macabras e assustadoras, principalmente a primeira, a da casa de doces. Elas fazem uns barulhos parecidos com a criança do filme “O Grito”, e têm movimentos rápidos e certeiros. Elas são personagens realmente interessantes no longa, e mesmo que não sejam as melhores bruxas feitas na história do cinema, ao menos salvam um pouco a dignidade deste filme.

Eu estava, sinceramente, esperando bem mais de “João e Maria”. Mas confesso que me decepcionei. Enfim, nem tudo é como imaginamos.

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(resenha/filme) Identidade

Finalmente consegui ver um filme inteiro hoje. Já fazia algum tempo que eu estava querendo fazer uma sessãozinha básica em casa, mas nunca achava tempo para isso.

Olhei pela segunda vez o longa “Identidade”. Um suspense que conta a história de um grupo de pessoas preso em um motel devido a uma tempestade. Todos teriam ficado aliviados por estarem abrigados da chuva, a não ser pelo fato de que pouco a pouco cada um deles começa a morrer misteriosamente. Quem está causando as mortes, e por quê? Estas são as perguntas que os perturbam durante as tensas horas que passam no motel.  Ninguém está livre de ser a próxima vítima.

Além de ter uma trama muito intrigante e interessante, “Identidade” traz um elenco muito bom: John Cusack, Ray Liotta, Amanda Peet, Pruitt Taylor Vince e Alfred Molina. Como sempre, Cusack e Pruitt deram um show de interpretação.

Adoro esse filme porque a história nos envolve de tal forma que acaba nos fazendo roer as unhas, literalmente. Mesmo que eu já tenha visto esse longa, não consegui me segurar e fiquei com aquela sensação de nervosismo, esperando que o enredo se desenrolasse e descobríssemos o desfecho do filme.

O final foi surpreendente. É por isso que gosto de assistir filmes de suspense. Boa parte deles termina nos deixando de queixo caído. Com esse, ainda bem, não foi diferente. Claro que está recomendado!

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