Há uma flor nos meus espinhos!

Postais do Coração foi uma leitura que tinha tudo para me conquistar, mas, infelizmente, acabou me decepcionando em alguns pontos.

Basicamente podemos dividir o livro em três enredos. O primeiro conta a crise no casamento de Conor e Jess. Na verdade os dois nem casados legalmente são. Eles estão juntos há algum tempo, já têm um casal de gêmeos e se amam profundamente, mas jamais disseram sim um ao outro diante de um juiz de paz. Quando Conor começa a investir, quase que integralmente, seu tempo para escrever um livro, Jess começa a ficar enciumada e reclama que ele não dá mais atenção para a família. A partir de então o clima entre os dois só piora.

Em uma segunda perspectiva temos a vida amorosa de Saffy, uma mulher bem sucedida, que trabalha em uma agência de publicidade famosa na Irlanda e namora um dos atores mais em alta do momento, Greg Glesson. O problema é que o cara não quer nem saber de casamento, já Saffy quer porque quer esta união.

Por último, mas não menos importante – na verdade, na minha opinião, este é o enredo mais importante do livro – temos a vida familiar de Saffy. Sua mãe super protetora descobre ter uma grave doença, ao mesmo tempo que a jovem precisa lidar com a saudade que sente do pai, pois acredita que ele a abandonou quando ela ainda era criança.

Muitas outras situações acabam surgindo durante o livro, mas essas são as três histórias base que dão “pano para manga” durante a obra de Ellen Griffing. Tudo o mais que acontece acaba inserindo-se no meio de algum desses três enredos.

A história de Conor e Jess até poderia ter me cativado, e digo que por um momento achei que seria realmente boa. Mas o seu desfecho foi frio, presunçoso e nem um pouco convincente. É aqueles que nos deixam imaginando o que aconteceu em seguida, mas as minhas perspectivas de o que aconteceu depois do fim da história deles não terminam com “Felizes para sempre”. Então, acho que faltou algo. Faltou um cuidado maior com alguns detalhes que ficaram no ar, superficiais e que acabaram deixando o lindo romance deles sem encanto algum.

Já a vida amorosa de Saffy muito me decepcionou. Achei a personagem muito covarde em diversos momentos da história. Ela tinha muito medo de falar a verdade, preocupada com o que os outros iriam pensar ou dizer. O desfecho desta catarse toda me pareceu muito forçado. Nos 45min. do 2º tempo tudo virou arco-íris e o mundo foi coberto de purpurina. Não, minha gente, as coisas não são assim! Se tivesse acontecido de outra forma a história dela até poderia ter me conquistado. Mas não. No finalzinho houve um fato que estragou tudo. Ele foi contra tudo o que vinha acontecendo na história; contradisse o que eu estava esperando que acontecesse e me deixou decepcionada.

Mas nem tudo são espinhos, e no meio deles sempre há uma rosa escondida. Como eu disse antes, a história dos pais de Saffy muito me agradou. Todo o drama da doença da mãe dela e o mistério envolvendo o pai da jovem me deixaram muito comovida e contente com o rumo que a história tomou. Este enredo não é cem por cento feliz, e isso é um dos detalhes que me fez gostar ainda mais dessa parte, pois torna a história mais plausível, mais próxima da realidade.

Resumindo, o livro é bom, e tem um grande potencial de trama e tudo mais. Só acho que algumas partes poderia ter sido melhor trabalhadas. Muitas coisas poderiam ter sido suprimidas, pois só aconteceram para ocupar espaço. Enquanto que outras situações que deveriam ter sido mais exploradas acabaram sendo tratadas de maneira superficial. Acho que cada um deve ler e tirar suas próprias conclusões sobre esta história.

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Possessão Questionada

Adoro ler no ônibus, no trem, e em qualquer outro veículo no qual eu seja uma mera passageira. Na última quinta-feira, voltando da faculdade, terminei de ler uma das obras que eu precisava para a disciplina de Português II. O livro é “Do amor e outros demônios”.

Para começar esta resenha devo dizer que o livro me deixou meio confusa. Não por a leitura ser complicada – apesar de ter algumas palavras que eu não tenho ideia de o que significam -, mas por não ter deixado claro (ao menos eu não identifiquei) qual era a idade da personagem principal, Sierva Maria, quando estava enclausurada no convento. E esta é uma informação crucial para o desenrolar desta história.

Mas bem, comecemos do início. Do amor e outros demônios conta a história de uma menina que é mordida por um cachorro que etá com a doença da raiva. Esta jovem, Sierva Maria, acaba ficando com alguns sintomas da doença.

Maria, com seu temperamento arisco, branca criada por negros e sabendo falar mais de duas línguas africanas, é levada por seu pai para um convento, onde lá ele acredita que ela poderá ser exorcizada. Como ele está em dúvida se a menina tem raiva ou um demônio no corpo, prefere mantê-la em mãos sagradas para tentar desvendar este mistério. O que acontece é que estas “mãos sagradas” não são tão santas assim.

Maria sofre violência neste convento e permanece lá sob condições desumanas, como se fosse um criminoso no corredor da morte. A jovem sofre tantos abusos das freiras, que acreditam piamente que ela está possuída pelo demônio, até que cruza seu caminho o padre Cayetano Delaura, e muda sua vida para sempre.

Em meio a tanta sordidez, Sierva Maria e Cayetano Delaura conseguem criar um mundo só deles, onde se amam, se protegem e se consolam um ao outro. É bonito de ver a construção do relacionamento dos dois. E é aqui que entra a minha confusão, comentada no início desta resenha. Eu jurava, no início do livro, que Sierva Maria havia sido mordida por este cachorro raivoso quando ela tinha cerca de 10 anos, e fora enclausurada no convento com esta mesma idade. E quando o romance dela com o padre começou eu fiquei chocada, pois ele tem mais de 30 anos. Fiquei sem entender nada, mas depois fui perceber que na verdade Maria não era uma criança.

Gostei bastante deste livro, principalmente do romance na reta final. Mas o que achei interessante foi a forma como trataram as autoridades do convento – bispo, abadessa, freiras, padre… – mostrando que lá dentro nem tudo são flores e muitas pessoas devotas que se acham santas acabam sendo mais demoníacas do que aquelas que o são julgadas assim.

Descobri há pouco que tem um filme deste livro. Já estou ansiosa para assistir e verificar se a história corresponde a do livro. Mas enfim, super recomendo esta leitura.

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(resenha/livro) Orgulho e Preconceito

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet – Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty – foram criadas por uma mãe que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai. Quando o sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy. Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

“Orgulho e Preconceito” foi um dos livros que li recentemente. Mas na realidade eu estava super curiosa para ver o filme. Eu já havia visto trailers, lido trechos e apreciado fotos, acabei me encantando pela história. Além de que é com a Keira Knightley, e eu adoro ela. Porém eu ficava me enrolando para assisti-lo. Então, quando vi o livro na biblioteca da minha escola, acabei pirando e não tive como não pegá-lo.
A história é completamente encantadora. Tem um toque dulcíssimo de romance, uma sutileza de humor, e uma intensidade de personalidade nos personagens.
Nos vemos envolvidos em situações engraçadas com a matriarca da família Bennet, que desvairadamente busca por maridos para suas cinco belas, porém singulares, filhas. Cada uma com sua personalidade completamente diferente da outra. Apreciamos a beleza de Jane, inebriamo-nos com a irreverência de Elizabeth, analisamos a erudição de Mary, enlouquecemos com a impulsividade de Lydia e rimos da imaturidade da Kitty. 
Além do humor nos proporcionado pela Sra. Bennet, temos lugar para o romance também. O amor de Jane com Charles Bingley é muito fofo. Jane é linda e Bingley é super querido. Os dois formam um casal maravilhoso. 
Mas o que me fez apaixonar-me por este livro não foi as travessuras da Sra. Bennet, muito menos o romance encantador de Jane e Charles, mas sim a paixão de Fitzwilliam Darcy por Elizabeth. Eu sou completamente enlouquecida por personagens masculinos misteriosos, durões, frios, mas que são apaixonados fervorosamente por uma mulher, a qual é capaz de fazer os sentimentos deles vir à tona. Acho lindíssimo quando homens fechados se rendem ao encanto de uma única mulher, a qual muda por inteiro a vida deles. Não é à toa que sou apaixonada pelo Damon de Vampire Diaries, por Jacob de Twilight, por Aquiles de Tróia, Puck de Glee, Peter de A Garota da Capa Vermelha, Dean de Supernatural, enfim… E nesta história Darcy roubou a cena com sua linda e incontrolável paixão por Lizzie. 
Quando ele se declara para ela, tanto no livro como no filme, é muito lindo, mesmo a cena acabando com uma briga feia entre os dois, pois Darcy ofende a família de Lizzie – e uma ofensa bem merecida por sinal. Quando ele deixa bem claro que é pela família dela que ele não sente apreço, e que ela e Jane deveriam ser excluídas deste desprezo, é maravilhoso. Ele explicita que a ama, mesmo ela o achando o último homem com quem pensaria em se casar.
Mas a cena que me ganhou foi a última entre Darcy e Elizabeth, quando eles finalmente se acertam. Bastou uma sequência de três “Eu a amo” saída da boca de Fitzwilliam para que as lágrimas começassem a transbordar por minha face. 
Foi um dos mais belos romances que já li. Doce, sutil, inteligente e verdadeiro. Jane Austen é incrivelmente fantástica. Suas palavras se encaixam perfeitamente, seu enredo transcorre como a fluidez de um rio manso, e seus diálogos soam lindamente em nossos ouvidos. Concluindo, amei o livro. 
 
Considerações finais:
  • Darcy é perfeito;
  • Sra. Bennet é completamente louca, mas totalmente engraçada;
  • Sr. Bennet é um encanto de pai;
  • Lydia Bennet é uma tola;
  • Elizabeth e Jane são as irmãs mais fofas que já conheci no mundo da literatura;
  • Bingley é tão gentil e inocente que me dá vontade de niná-lo como a uma bebê desprotegido;
 

(resenha/livro) Beijada por um Anjo – Almas Gêmeas

 
 
 
Logo no início coisas muito terríveis acontecem com Ella (a gatinha de estimação de Ivy). O assassino de Tristan começa perseguir Ivy, que só assim volta a acreditar em anjos e passa a colaborar com ele para que possa salvar sua vida e ao mesmo tempo proteger também seu irmão. Em meio à vários acontecimentos ruins, Tristan se depara com um problema: se salvar Ivy isso significa que sua missão na terra está terminado?
 
 
 
 
 


Spoilers – você sabe que sempre tem
 
Para começar eu queria dizer que este, com toda a certeza, foi o melhor livro da trilogia. Não apenas pelo fato de desvendar os mistérios criados no primeiro e segundo livros, mas também porque teve mais ação, mais envolvimento de Ivy com Tristan, e Will – confessem, uma história com triângulo amoroso é sempre mais apetitosa de se ler. 
A primeira coisa que quero comentar sobre a história é que Gregory é um inútil, sem vergonha, conquistador barato, que faz as pessoas ficarem intrigadas com sua personalidade e depois descobrirem que ele não vale nada. A história não foi surpreendente, pois mostrou que o culpado de tudo – tipo, tudo mesmo – era o canalha do Gregory, e isto estava bem na cara. Mas foi muito interessante toda a ação que precedeu o momento em que o enredo se solucionou. 
Senti tanta dó quando Gregory enforcou Ella, que meus olhos encheram de lágrimas ao ler a cena. Como ele pode fazer aquilo? Primeiro ele estava torturando a pobre gata, cortando a barriga dela, machucando as patas, e depois simplesmente mata ela. Ele era simplesmente um psicopata. E eu que cheguei a pensar que ele pudesse ser um personagem legal, meio desequilibrado, mas legal. Enfim… Graças a Deus no final Gregory se atira de uma ponte e morre. Sério, ele morre – eu disse que tinha spoilers. E quando isso aconteceu fiquei super aliviada e feliz. 
Um personagem que me surpreendeu foi Eric, não pensei que ele pudesse ter um coração por baixo de toda aquela marra e cara de drogado. Ele era meio psicótico com toda aquela história de “Medo, medo, medo, quem tem medo, medo, medo?”. Fala sério, eu ficava com medo quando ele começava com essa brincadeira maluca. Mas depois que ele deixou pistas escondidas para Ivy descobrir a verdade sobre a morte de Caroline – mãe de Gregory – eu vi que ele era apenas um garoto drogado que precisava de ajuda, mas quando podia recebê-la já era tarde de mais, pois estava morto – adivinhem quem o matou? Exatamente, Gregory!
Neste livro o meu querido e doce Philip perde um pouco de seu brilho, afinal os holofotes que apontavam para ele no segundo livro da trilogia, se viraram para Tristan e Ivy que, finalmente, conseguiram se comunicar. Como Tristan já não precisava mais de Philip como “satélite”, meu pequeno acabou não aparecendo tanto na história. Mais no final é que ele dá o ar de sua graça e ingenuidade ainda crendo que Gregory é um garoto bom.
Em uma parte do livro fica meio implícito que Will é um personagem duas-caras. Imaginem minha indignação ao cogitar a possibilidade de que ele estivesse se fazendo de santinho, mas na verdade estivesse ajudando Gregory com suas maldades. Felizmente tudo se desenrola no final nos mostrando que as aparências enganam, e como… Will é um garoto super fofo, dedicado e que acaba ficando com Ivy quando Tristan se eleva para outro plano. 
Falando na elevação de Tristan, esse foi o fato crucial que me fez amar este livro. Tristan não voltou a ser humano como eu esperava que virasse. Ele simplesmente evoluiu e teve que deixar Ivy seguir – contra o gosto dela – seu caminho sem ele. O fato de ela ter ficado com Will me agradou ao mesmo tempo em que me indignou. E eu completamente amo histórias que me deixam indignada, aquelas mostrando que nem sempre o final é feliz para TODOS. E outro fato que só fez aumentar este meu sentimento de indignação e contentamento foi o de que Lacey se apaixonou por Tristan, só que o idiota não percebeu, e nem ela fez questão de explicar. E quando Tristan evoluiu, Lacey continuou no plano onde estava. Conclusão: Eles não ficaram juntos. Isto não é muito decepcionante? Não! Eu adorei tudo isso. Sério. Este livro me lembrou muito P.S. Eu te Amo ♥
Ah, e eu não posso deixar de comentar sobre a bruxa da história: Suzanne! Ela é simplesmente uma bitch. Que amiga prefere um garoto por quem está apaixonada há pouco tempo à uma amiga de anos? Que amiga de verdade desconfia da outra e acredita em um garoto? Isso com certeza não é amiga, é uma víbora. Como Ivy pode perdoá-la? Sinceramente eu não perdoaria, nem com todas as lágrimas do mundo. Desconfiança é algo que magoa, e se for persistente é capaz de quebrar qualquer sentimento forte que se tenha por uma pessoa. Suzanne, ao desconfiar tantas vezes de Ivy, e culpá-la de uma forma tão rude e cruel, deveria ter perdido a amizade dela para sempre. Mas como histórias são sempre histórias e nós não podemos mudá-las, a não ser que sejamos os escritores, sempre haverão lacunas que não poderemos preencher. Por mim, Suzanne morreria junto com Gregory nas pontes de trem, já que ela era tão apaixonada por ele assim.
“- É essa a questão, não é? Desde que perdeu Tristan, você está interessada em Gregory. Mas ele é meu, não é seu, Ivy, e você não vai tirá-lo de mim!”
Suzanne, se liga, ele estava tentando MATAR Ivy! E você estava sendo uma completa cachorra com a sua melhor amiga. Argh! Isso me irrita. E olha que é só uma história. 
Este livro só fez aumentar minha antipatia por Ivy. Sinceramente, ela é uma personagem muito tola. Por que, afinal, a maioria das mocinhas tem que ser burra e tosca?
“- Oi, Ivy – disse Gregory. Em meio à névoa, ele parecia uma sombra cinza, um anjo negro sentado na ponte a 200 metros de distância dela. – Procurando pregos?
– Estou procurando meu irmão.”
Ivy, ele não estava perguntando de verdade, como se quisesse que você respondesse. Ele estava era querendo te irritar. E é claro que você estava procurando seu irmão, afinal Gregory praticamente sequestrou o coitado do Philip. Para que dar essa resposta pra ele então? Jogasse ele logo de cima daquela ponte, para diminuir o trabalho. 
Termino esta resenha pedindo que o quarto livro da, agora, série Beijada por um Anjo, não estrague toda esta história que foi se construindo e me conquistando nos últimos meses.
“…Eu a amo. Faria qualquer coisa por ela…
– Morerria, por exemplo. Mas isso você já tentou e olha só onde você foi parar – observou Lacey.”

(resenha/livro) Beijada por um Anjo – A Força do Amor

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“Sei que o perdi… Tristan está morto. Jamais poderá me abraçar novamente. O amor termina com a morte.” 
Ivy 
 
Quatro semanas se passaram desde o acidente em que Ivy Lyons perdeu Tristan, o grande amor de sua vida, e deixou de acreditar nos anjos. Os dias têm sido difíceis e para superá-los Ivy busca forças na família e nos amigos. Sua grande motivação agora é ensaiar para a apresentação de piano no Festival de Artes de Stonehill, já que Suzanne, sua amiga de infância, pensando em animá-la, fez a inscrição, mesmo contra a sua vontade. Ainda sem saber lidar com os seus poderes angelicais, Tristan Carruthers conta com a ajuda de Lacey – um anjo mais experiente – para aprender a tocar nas pessoas, canalizar energia e voltar ao passado. Assim, os dois partem na busca por respostas para o acidente, por uma maneira de Ivy sentir Tristan e, principalmente, de mostrá-la que o acidente foi, na verdade, um assassinato. Todo esforço de Ivy para superar a perda de Tristan é interrompido por pesadelos que a fazem reviver o dia do acidente e se misturam com fatos do dia do suicídio de Caroline, ex-mulher de Andrew, marido de sua mãe. O temor de Ivy é acalantado nos braços de Gregory, seu irmão adotivo. Angustiado pelos contínuos pesadelos da amada, Tristan decide que é a hora de fazer contato e segue seu objetivo com a ajuda de Lacey. Mas como aproximar-se de Ivy se ela não mais acreditava em anjos e ele agora era um? O amor que os une será o canal para Tristan se aproximar de Ivy e alertá-la sobre as pessoas que estão ao seu redor. Será que todos em que ela confia são realmente seus amigos?


Cuidado com os SPOILERS


O segundo livro da série BEIJADA POR UM ANJO me surpreendeu. Tanto é que coloquei uma estrela a mais na avaliação. Este livro veio com mais intensidade que o anterior, mas ainda não a ponto de conquistar minha total devoção.
Em FORÇA DO AMOR, Elizabeth constrói um enredo mais vibrante, profundo.  A história começa a receber mais detalhes que vão nos elucidando do que realmente aconteceu na noite em que Tristan morreu. Coberto de pesadelos incessantes e pavorosos, momentos aflitivos, angustiantes, e a cara deslavada de um Gregory muito hipócrita, este livro acabou por me render belos momentos de leitura compulsiva. Sem contar que ascendeu uma pequena chama dentro de mim que confia em um final surpreendente para esta história, mas ainda não vamos concluir nada, afinal falta um livro para acabar a série.
Alguns personagens acabaram por me surpreender, pela tal forma que me enganaram, e outros apenas reforçaram mais ainda meu afeto por eles. Ivy continua uma garota normal como no primeiro livro, sem muitas características instigantes. Continua não crendo em anjos, mas através da insistente fé de seu irmão, acaba por amolecer levemente seu coração e quem sabe volte a acreditar em seus protetores? Falando no irmão de Ivy, Phillip é simplesmente o melhor personagem deste livro. Ele é fofo, gentil, companheiro, corajoso, um irmão mais novo perfeito. Vi o irmão que eu quero que o meu seja quando for da idade do ‘Lip’. E falando em personagens cativantes, Lacey – a anjinha amiga de Tristan – é outra que me arrancou boas gargalhadas. Seus momentos de puro desinteresse pelo que Tristan falava eram inacreditavelmente fantásticos. Seu jeito excêntrico e original fazem dela uma personagem muito fascinante. 
Infelizmente nem tudo são rosas e perfumes. Tem vezes em que acabamos nos espetando com os espinhos. Espinhos estes que começo agora a perceber o quanto eram falsos, ornamentando uma rosa, fingindo protegê-la, mas na verdade prendiam-na. Mais claramente falando, me refiro agora à Gregory. Um personagem que, inicialmente, me fez ficar intrigada, realmente não sabia o que pensar dele. Então, no início do segundo livro, comecei a – olhem só – gostar dele. Cheguei a comparar a relação dele e de Ivy com a de Jacob e Bella, quando Edward vai embora e blábláblá. Porém assim que a máscara de Gregory caiu – esperem, eu ainda não tenho CERTEZA de que ele é do mal, estou indo mais pelos indícios bem significativos, que me fizeram acreditar que Greg é um traidor – eu fiquei completamente chocada. Enfim, resumindo, Gregory me decepcionou. Se ele continuasse sendo o personagem protetor que começou a ser no início do livro, eu ficaria totalmente ao lado dele, torcendo para que ficasse com Ivy, mas depois do que li não tenho mais esta certeza.
Já Tristan é um personagem tão sem gracinha pra mim que nem sinto vontade de usufruir de meu tempo para descrevê-lo ou caracterizá-lo. Sabe aquele personagem que precisa de algo a mais? Não sei bem, mas precisa de um estímulo, algo que o torne interessante, algo só dele. Bem, Tristan não tem nada disso, então…
Ah, tem também o Eric, um dos amigos de Gregory, que me deu muito medo. Um garoto perturbado, doentio e irônico. Uma combinação perfeita para aqueles assassinos serial killers. Tanto é que tentou afogar Ivy, completamente transtornado. 
Para concluir, o livro foi bem favorável ao que eu esperava. Na realidade eu aguardava por algo mais parecido com o primeiro livro, mas como eu disse antes, este acabou por me surpreender um pouco. O que fez a leitura valer a pena. A escrita de Liza continua confusa e desorganizada, porém nada que desqualifique o livro.