(resenha de filme) Pompeia

João das Neves tenta se aventurar em uma história mais efervescente, mas não adianta, acabou novamente numa fria. Sentiram as referências?

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Acabo de assistir Pompeia, e infelizmente declaro que me decepcionei. Claro que eu não esperava uma história super incrível ou algo do tipo, mas também não achava que ia ser tão fraca como foi.

Pra quem não sabe, o filme trata sobre a história da erupção real de um vulcão que acabou por dizimar a cidade de Pompeia, que ficava no pé do monte Vesúvio. Mas pra completar o enredo, o filme também mostra batalhas, busca por vingança, e o clássico amor proibido.

O filme é estrelado por Kit Harrington (o tão famoso Jon Snow de Game of Thrones, mas que eu prefiro chamar de João das Neves). Ele interpreta Milo, um escravo que é gladiador, e que desde pequeno sonha com sua tão esperada vingança: quer acabar com a vida daqueles que mataram seus pais e todo o seu povo. Eis que em certo momento ele se depara Cassia (Emily Browning), filha dos governantes de Pompeia. Claro que eles se apaixonam à primeira vista. Mas como nem tudo são flores, a jovem é perseguida pelo Senador Corvus (Kiefer Sutherland), um homem obcecado por ela e que, olhem só, é o mesmo que matou a mãe de Milo. Que coincidência, não?

Não vou negar que o filme possui algumas cenas bem interessantes, de batalhas e da própria erupção do vulcão. Porém, a história em si deixou muito, realmente muito, à desejar. Ela é repleta de clichês, do tipo: as últimas palavras antes da morte trágica de entes queridos; o um milímetro que salva os protagonistas de caírem no precipício; o vilão que insiste em não morrer nunca, mesmo que todos a sua volta estejam caindo; o próprio amor proibido e muito mais. Estava gostando do início do filme, e super feliz por ter visto o João das Neves ser chamado de bastardo até neste filme – quem assiste Game of Thrones entenderá – mas da metade para o fim do filme ficou tudo muito previsível, sem novidades ou irreverências. Resumindo, chato.

Com o investimento que eles tiveram poderiam ter realizado uma produção muito melhor. Ainda mais com o elenco que eles tinham na mão, como Carrie-Anne Moss e o próprio Sutherland. Mas eles não souberam aproveitar esta oportunidade, não quiseram arriscar e acabaram apostando na mesma fórmula de sempre, que, apesar de conquistar um público já cativo que ama esse tipo de historinha clichê, não foi capaz de agradar um público mais crítico e exigente, sedento por reviravoltas na história e roteiros inovadores.

Concordo com:

Adoro Cinema

“o filme compensa a falta de sutileza e a pouca inteligência do roteiro com um espetáculo visual impressionante.”

“Harington não atua, ele posa como em um ensaio fotográfico, dando a impressão de que o diretor deseja transformá-lo em um novo sex symbol adolescente.”

“a produção exibe uma quantidade insana, divertidíssima e desabusada de caos e destruição.”

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